mardi 31 mars 2020

2- UM LUGAR QUERIDO

Na minha vida tenho inúmeros lugares queridos. Desde pequena eu sempre observei muito os lugares aonde ia, e de certa forma me apegava a eles, como por exemplo as casas de tios, de primos, a primeira escola, a praia que a gente frequentava, o apartamento onde morava. Poderia citar qualquer um deles, mas não gosto do óbvio. E também não pegarei nenhuma referência da infância. Na vida adulta tive muitos outros lugares que me marcaram e nunca saíram do meu coração.

Eu sempre adorei artes, todas elas. E quando inauguraram o CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) passei a frequentá-lo rotineiramente. Ia ver as exposições, ficava na biblioteca quando precisava estudar, ia ver algum filme ou alguma peça. Ou simplesmente ficava no foyer, sentada nos degraus, olhando a abóbada de vidro ou tomando um café. Tudo lá sempre me encantou, cada detalhe, cada cantinho. Sempre que lançavam uma exposição lá eu procurava ir. E vi muitas! Uma que me marcou bastante foi a do acervo de Yves Saint-Laurent, o grande estilista. Cada vestido idealizado por ele era uma verdadeira obra de arte! Vi a exposição das obras do Ziraldo, de Piet Mondrian, de Jean-Michel Basquiat, coletâneas de arte moderna e tantas e tantas outras.

O CCBB é um lugar querido porque sempre que saio de lá eu me sinto alimentada, fortalecida, evoluída, porque as artes, a cultura são alimentos para a alma e o espírito, essenciais para que a gente possa se entender melhor como ser humano habitante deste mundo, desta sociedade. A gente consegue enxergar melhor a vida através da cultura e das artes, que nos levam a questionar nossa existência, nossa atuação nos nossos meios, nossa visão de mundo, nosso olhar sobre nós mesmos.

Comecei a frequentar esse espaço logo depois de sua inauguração, em 12 de outubro de 1989, quando eu ainda tinha dezoito anos, ainda uma adolescente para os padrões atuais. Ali aprendi, observei, namorei, entendi, fiquei intrigada, pensei, me encantei. E tudo isso eu pretendo continuar fazendo ali a cada visita, começando e terminando sempre com um bom café no bistrô, claro.

GPP

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